O Livro Que Nunca Existiu (II)


À tarde, me ocorreu que eu tinha respondido de supetão à Luciane — que, se eu o publicasse, ele deixaria de existir — quando ela me perguntou por que, então, eu não publicara O Livro Que Nunca Existiu.

O comentário imediato dela — “ele deixaria de (in)existir” — pairou no ar e me trouxe uma inquietação que teimava em não passar.

Eu, sem muito pensar, confirmei uma possibilidade impossível de concretizar. Eu não tinha sequer uma vírgula escrita de O Livro Que Nunca Existiu.

Mas, mesmo que eu tivesse respondido: “Porque, se eu o publicasse, ele passaria a existir”, ainda assim seria uma inverdade.

Como eu poderia fazer algo sobre o que não existia? Como exteriorizar algo que só passou a existir no momento em que eu “viajei” com um fantasma?

Resolvi registrar e publicar meus pensamentos, a conversa com Luciane, minha esposa, e minhas inquietações, em meus perfis no Facebook, Instagram, Substack e em dois grupos no WhatsApp.

No meio da tarde, fui surpreendido com o seguinte comentário, vindo do Sydnei, membro do grupo Café de Quinta:

SSS 1:1 — “Muitos de nós também tem escrito um livro invisível, um livro cujos originais são escritos na imaginação.”

— Sydnei Schead dos Santos, Itajaí (SC)

Eu não estava mais solitariamente lendo O Livro Que Nunca Existiu.
⸻
Sobre O Livro Que Nunca Existiu
Coautores: Raciel Gonçalves Junior e Sydnei Schead
BBS, 21 de outubro de 2026.


Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *